Durante a 8ª sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Conceição do Coité nesta segunda-feira (30), o prefeito Marcelo Araújo fez um discurso firme no plenário após acompanhar as falas de vereadores da oposição.
Segundo o gestor, os pronunciamentos causaram preocupação e frustração, já que, de acordo com ele, os parlamentares deixaram de abordar pautas relacionadas às demandas do município, priorizando discussões sobre política estadual e nacional.
Marcelo destacou ainda que, mesmo diante de críticas constantes, acredita no diálogo como principal ferramenta de gestão.
“Na Câmara, se perde muito tempo discutindo coisas que não são importantes para o município. Às vezes percebemos uma agressividade desnecessária por parte de alguns vereadores. Quem me conhece sabe que sou uma pessoa do diálogo”, afirmou.
O prefeito também rebateu acusações feitas por um vereador da oposição sobre uma suposta interferência em concurso público, classificando a denúncia como infundada.
“Um vereador nos acusa de interferir no resultado de um concurso público. Contratamos uma empresa apta, e não cabe a um parlamentar fazer esse tipo de acusação. Esse mesmo vereador já apresentou denúncias contra o Executivo, todas arquivadas por falta de provas. Isso é leviano”, declarou.
Em tom mais pessoal, Marcelo comentou sobre os impactos das críticas no ambiente político e familiar.
“Esse é o lado ingrato da política. Muitos dizem que estou colocando meu nome em jogo, que não preciso disso, e talvez estejam certos. Mas vamos deixar a cidade na mão dos lobos? E eu pergunto: quem perde com isso?”, questionou.
O gestor também esclareceu a política de realização de concursos públicos no município, ressaltando os limites legais.
“Tentaram passar a ideia de que sou contra concurso público, mas isso não é verdade. Seria irresponsabilidade fazer concurso para todos os setores. Não podemos ultrapassar 54% da arrecadação com folha de pagamento. Concurso deve ser feito quando há necessidade permanente, não para demandas temporárias”, explicou.
Sobre sua ausência durante a visita do governador ao município, Marcelo afirmou que houve motivação política, citando o corte de recursos destinados ao hospital municipal Hamilton Rios em construção.
“Quando o governador retirou cerca de R$ 3 milhões do convênio do hospital, houve uma decisão política. Nada impedia Coité de manter esse convênio, toda a documentação estava regular. Isso foi uma retaliação ao nosso governo. Por isso, a obra está parada. Se a oposição realmente pensa no povo, que interfira e solicite aos seus deputados a liberação desses recursos”, disse.
O prefeito também criticou o caráter da visita.
“No dia 20 de março, o governador veio fazer um ato político, não discutir os problemas de Coité. Ficou anos sem vir à cidade e, em ano eleitoral, aparece anunciando obras”, afirmou.
Apesar de não comparecer ao evento, Marcelo garantiu que colocou a estrutura do município à disposição.
Em outro momento do discurso, o prefeito fez críticas a uma vereadora da própria base governista, alertando sobre o uso político de pautas sensíveis.
“Não podemos nos deixar levar por vaidade, interesses pessoais ou busca por likes nas redes sociais. O que o povo espera é trabalho”, disse.
Ele citou como exemplo a proposta de criação de uma Secretaria da Mulher.
“A vereadora conclamou a população a exigir a criação de uma secretaria, alegando falta de atenção às mulheres. Isso não procede. O município já possui uma ampla rede de acolhimento. Esse é um tema muito sério. Nenhum vereador pode criar secretaria, pode sugerir, mas não jogar a opinião pública contra a gestão por engajamento. Isso é uma atitude irresponsável”, criticou.
Dirigindo-se à oposição, o prefeito cobrou articulação política em favor do município.
“Vocês têm deputados. Exijam que eles enviem emendas para Coité. Ou será que não fazem isso porque o prefeito é de outro grupo? Para mim, o que importa é que a população seja beneficiada”, afirmou.
Marcelo também destacou projetos voltados ao desenvolvimento econômico, com foco no turismo.
“Precisamos unir forças. Temos um projeto ambicioso e queremos consolidar o polo turístico do município. Vamos investir no ecoturismo, a exemplo da Serra do Mucambo, e no Parque Ecológico do Itarandi. Quando o turismo é bem desenvolvido, gera emprego, renda e movimenta a economia local”, pontuou.
Por fim, o gestor fez um apelo por união entre os agentes políticos.
“Meu gabinete está aberto para discutir o futuro de Coité. Se estivermos juntos, conseguiremos mais recursos. Vamos descer do palanque e trabalhar de mãos dadas. O tempo passa rápido, e quando olhamos para trás, já foi. Precisamos parar com discussões pequenas e focar no que realmente importa”, concluiu.
Texto: Rafaela Rodrigues
Foto: Reprodução




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