A sessão ordinária da Câmara Municipal de Conceição do Coité, realizada na manhã desta segunda-feira (06), foi marcada por um novo pronunciamento da vereadora Manu Resedá (União Brasil), após a repercussão da indicação que propõe a criação da Secretaria da Mulher no município.
O tema ganhou destaque nos últimos dias, especialmente depois que o prefeito Marcelo Araújo (União Brasil) utilizou a Tribuna da Casa para comentar a proposta. Na ocasião, o gestor explicou que não seria viável a ideia e foram feitos recortes da fala de Marcelo como se a indicação fosse uma “loucura”, ou seja, causando uma interpretação distorcida.
Marcelo afirmava que, em sua avaliação, as mulheres já são bem assistidas no município.
Em seu discurso nesta segunda-feira, Manu adotou um tom conciliador, sem citar diretamente o prefeito, mas reafirmando sua posição sobre a importância da pauta. Segundo a vereadora, a proposta surgiu a partir da escuta da população, principalmente de mulheres que enfrentam diferentes desafios no dia a dia.
“Recebi muitas mensagens de pessoas que se sentiram tocadas por esse tema, em especial mulheres que se sentiram representadas e compartilharam suas histórias. Esse debate não é sobre mim, é sobre as mulheres”, afirmou.
A parlamentar destacou ainda que a indicação foi construída com base em relatos reais e em dados preocupantes relacionados à violência contra a mulher, tanto em âmbito estadual quanto regional e municipal.
“Quando falamos de mulher, estamos falando de vida, dignidade e proteção. Essa proposta nasceu do que eu escuto diariamente, no contato direto com a população”, pontuou.
Durante o pronunciamento, Manu reconheceu avanços já existentes em Conceição do Coité, como o trabalho realizado pelo Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), mas defendeu a necessidade de ampliar as políticas públicas voltadas ao público feminino.
“Já existem avanços importantes, mas sempre é possível evoluir. Evoluir também é um ato de cuidado”, disse.
A vereadora também ressaltou que a discussão não deve ser tratada sob viés ideológico ou partidário. “Esse não é um assunto de direita, esquerda ou centro. A mulher na política luta pelo que acredita e precisamos garantir o direito de pensar diferente”, declarou.
Mesmo integrando a base do governo municipal, Manu reafirmou respeito ao grupo político, mas deixou claro que manterá suas convicções. “Faço parte de um grupo e respeito isso, mas tenho minhas convicções e seguirei fiel a elas”, afirmou.
Ela também explicou que a indicação é um instrumento legislativo que sugere ações ao Executivo, sem caráter obrigatório. “É uma possibilidade que pode ou não ser acatada pela gestão, de acordo com suas estratégias”, explicou.
Ao final, a vereadora reforçou o compromisso com o mandato e com a população coiteense. “Sigo trabalhando com responsabilidade, firmeza e amor por esta cidade. Foi esse sentimento que me trouxe até aqui e continuará guiando minha atuação”, concluiu.
A proposta segue agora o trâmite normal na Câmara Municipal, devendo ser discutida e apreciada nas próximas sessões.
Redação com informações do Calila Noticias




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