Em desespero, mãe procura hospital que não atende crianças e médico salva bebê de 12 dias após engasgo em Conceição do Coité

Uma história emocionante e ao mesmo tempo desesperadora mobilizou profissionais de saúde e familiares, resultando no salvamento de uma bebê de apenas 12 dias de vida, no final da tarde deste domingo (12), em Conceição do Coité.

O caso aconteceu no Hospital Português, unidade que não atende crianças menores de 14 anos. Ainda assim, diante da urgência da situação, a mãe decidiu buscar socorro no local mais próximo de casa, já que cada segundo seria decisivo para salvar a filha.

Segundo informações obtidas com exclusividade pela jornalista Rafaela Rodrigues, a pequena Tifanny Alves se engasgou após ser alimentada com fórmula (leite)

Em entrevista, a mãe da criança, Lediane Alves, relatou os momentos de desespero. Ela contou que, após alimentar a filha em uma mamadeira colocou a bebê para arrotar e, em seguida, a deitou. Pouco depois, ao verificar se estava tudo bem, percebeu que a criança estava expelindo leite pelo nariz e apresentando espuma.

“Inicialmente mantive a calma e tentei realizar as manobras que aprendi com profissionais de saúde em uma ação na minha igreja, mas ela não reagia”, contou.

Diante da gravidade, Lediane e o marido colocaram a bebê em uma motocicleta e seguiram rapidamente para o Hospital Português.

“Desci desesperada, descabelada e descalça, e entreguei minha filha nas mãos do médico Wendel”, relembrou.

A experiência do médico Wendel Anastassioy, que atua há cerca de 10 anos na medicina, sendo sete deles dedicados à pediatria, foi fundamental para o desfecho positivo.

Ele identificou um quadro de broncoaspiração, quando o conteúdo ingerido vai para as vias respiratórias, e iniciou imediatamente os procedimentos de emergência.

“A mãe chegou com a criança já em parada por broncoaspiração. Realizamos as manobras, aspiramos as vias aéreas e conseguimos reanimá-la. Ela já apresentava sinais de cianose (coloração arroxeada)”, explicou o médico.

Para Lediane, o profissional foi essencial para salvar a vida da filha.

“Foi Deus e doutor Wendel que salvaram minha filha. Estou muito emocionada. Quando vi ela chorando novamente, senti um alívio enorme”, disse.

Mesmo sendo psicóloga, a mãe destacou que, naquele momento, o instinto materno falou mais alto.

“Não existe profissão que prepare a gente para ver um filho naquela situação. Só pensava nela. Foi uma angústia enorme, mas graças a Deus tudo terminou bem”, afirmou.

Após o atendimento emergencial, o médico orientou a transferência da bebê para a Unidade Materno Infantil (UMI), onde segue internada sob observação. Até o fechamento desta reportagem, Tifanny passa bem.

Redação

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