Mototaxista é acusado injustamente de estuprar passageira que se recusou a pagar corrida de R$ 60 de Candeal a Serrinha; vítima tem problemas cardíacos e teme voltar ao trabalho

O que deveria ser um dia de trabalho comum se transformou em um dos maiores constrangimentos na vida de um mototaxista de Candeal nesta quinta-feira (14).

Joélio Souza, de 49 anos, trabalha como motaxista há cerca de um ano e afirma ter sido vítima de um calote durante uma corrida de Candeal com destino a Serrinha. Segundo ele, a passageira teria informado que tinha o valor da corrida, mas, ao chegar ao destino, se recusou a pagar e ainda o ameaçou.

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“Ela me chamou para a corrida e eu disse que custaria R$ 60 reais. Ela falou que tinha o dinheiro, mas ao chegar em Serrinha se negou a pagar e ainda disse que iria chamar uma facção para me ameaçar”, relatou Joélio à jornalista Rafaela Rodrigues.

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A situação se agravou quando, ao tentar cobrar o pagamento no centro da cidade de Serrinha, a mulher começou a correr e passou a acusá-lo de estupro, deixando-o completamente assustado.

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“Comecei a chorar e, em tom alto, expliquei para as pessoas o que realmente estava acontecendo. Graças a Deus, todos me conhecem e acreditaram em mim. Sou trabalhador e nunca passei por algo assim. Se fosse em outro lugar, poderia ter acontecido uma tragédia”, contou Joélio.

O episódio se tornou ainda mais delicado, já que Joélio. possui problemas cardíacos e sequelas de um grave acidente de moto, conforme comprovou à jornalista com exames médicos.

“Estou muito abalado! Não consegui dormir e estou na casa da minha mãe após esse episódio. Nem quero mais trabalhar como motaxista, estou com muito receio”, acrescentou.

Após o vídeo viralizar nas redes sociais, a suspeita divulgou uma gravação pedindo desculpas e admitiu ter inventado a história do estupro, alegando que não tinha condições de pagar a corrida, mesmo após tê-la realizado.

Apesar do pedido de desculpas, Joélio  foi firme: “Não a perdoo de forma alguma. Inclusive já registrei um boletim de ocorrência. Sinto pena da família, pois conheço e até vi essa menina nascer, e já ajudei. Agora, só quero justiça”, concluiu.

O caso será investigado pela Polícia Civil

Redação

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