Atleta do Jacuipense segue preso após Justiça negar análise de pedido judicial; ele é suspeito de agredir mulher

O jogador Alison Daniel, do Esporte Clube Jacuipense (Riachão do Jacuípe), foi preso sob suspeita de envolvimento em um caso de violência doméstica. A situação ganhou repercussão nesta segunda-feira (25), após o clube baiano se manifestar oficialmente sobre o caso.

De acordo com informações obtidas pelo Portal Raízes, ele segue preso após a Justiça da Bahia não conhecer o pedido de relaxamento da prisão em flagrante apresentado pela defesa do atleta. A decisão foi proferida pelo juiz plantonista Danillo Augusto Gomes de Moura e Silva.

Conforme informações do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), Alison foi preso em flagrante no último dia 23 de maio, suspeito da prática dos crimes de vias de fato contra mulher por razões da condição do sexo feminino e violência psicológica contra a mulher, no contexto da Lei Maria da Penha.

A defesa solicitou o relaxamento da prisão e, de forma subsidiária, a concessão de liberdade provisória ou a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão.

Ao se manifestar, o Ministério Público defendeu que o pedido não fosse analisado pelo plantão judicial, argumentando que a legalidade da prisão e a necessidade da manutenção da custódia devem ser avaliadas pelo juízo natural competente durante a audiência de custódia.

Na decisão, o magistrado destacou que o Plantão Judiciário é destinado apenas à apreciação de medidas urgentes fora do expediente forense regular e entendeu que não havia circunstância excepcional que justificasse a análise imediata do pedido.

Segundo o juiz, como a prisão foi recente e a audiência de custódia deve ocorrer regularmente, não há risco de perecimento de direito ou urgência extrema que justifique a atuação extraordinária do plantão.

“Não há notícia de situação superveniente de urgência extrema, risco concreto de perecimento de direito ou excepcionalidade apta a justificar a antecipação da análise da matéria”, diz trecho da decisão.

Com isso, o pedido da defesa não foi concedido e o caso foi encaminhado para o juízo competente, que deverá analisar a legalidade da prisão e eventual concessão de liberdade ao atleta.

O caso ganhou repercussão após o Jacuipense informar, em nota oficial, que tomou conhecimento da prisão de forma extraoficial e que acompanha os desdobramentos da ocorrência, reafirmando repúdio a qualquer tipo de violência, especialmente contra a mulher.

Em nota, o Jacuipense informou que tomou conhecimento da prisão de forma extraoficial, por meio de informações divulgadas pela imprensa e por órgãos competentes. A diretoria afirmou que acompanha atentamente os desdobramentos da ocorrência e aguarda a conclusão das investigações antes de adotar qualquer posicionamento definitivo.

“O Jacuipense reafirma seu compromisso institucional com a ética, a responsabilidade social e o respeito à dignidade humana, repudiando de forma firme e veemente qualquer tipo de violência, especialmente a violência contra a mulher e a violência doméstica”, destacou o clube em comunicado.

A agremiação também ressaltou o respeito aos princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, reforçando que seguirá monitorando o andamento das apurações para avaliar eventuais medidas cabíveis em relação ao atleta.

Até o momento, detalhes sobre as circunstâncias da prisão e a ocorrência que motivou a detenção não foram oficialmente divulgados. O caso segue sob investigação das autoridades competentes.

Redação

Foto: Reprodução/Redes Sociais

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