Suspeito de envolvimento na morte do advogado Elído Ernesto Réyes, ocorrida em fevereiro de 2025, o policial militar Othon Carlos está preso há mais de um ano no Centro de Custódia da Polícia Militar da Bahia, localizado nas dependências do Batalhão de Choque, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador.
Veja também:
Advogado é assassinado a tiros em Conceição do Coité; vítima gravou vídeo antes de morrer
Em entrevista a jornalista Rafaela Rodrigues, a esposa do policial, Luiza Maria Oliveira, detalhou como funciona a rotina dos custodiados na unidade, destinada a policiais militares que respondem a processos ou aguardam decisões da Justiça.

Othon e Luiza
Segundo ela, o ambiente possui características diferentes de um presídio comum. Todos os itens levados por visitantes passam por rigorosa fiscalização, incluindo detector de metais, e os alimentos e objetos precisam estar acondicionados em embalagens transparentes.

Batalhão de Choque
Luiza explicou que o Centro de Custódia é dividido em três alas, compostas por celas com oito camas de cimento, banheiro e armários para os internos. Durante o dia, os custodiados têm acesso às áreas comuns da unidade, que contam com televisão, biblioteca, sala utilizada para celebrações religiosas e uma academia.
Ainda de acordo com a esposa, Othon procura manter uma rotina semelhante à que tinha antes da prisão. Ele dedica parte do tempo à oração, à prática de atividades físicas e, principalmente, à leitura.
“Ele tem seu momento de oração todos os dias, faz academia, às vezes corre e lê muito. Já leu mais de 50 livros desde que está lá”, afirmou durante a conversa com a jornalista Rafaela Rodrigues.
A alimentação dos internos é fornecida pelo Estado, com café da manhã, almoço e jantar.
No entanto, alguns alimentos também podem ser levados pelos familiares, respeitando as regras da unidade. Em áreas comuns, os custodiados podem utilizar pequenos fogões elétricos para preparar refeições diferentes.
“As pessoas pensam que, por se tratar de um presídio militar, os policiais ficam à vontade, mas não é assim. Othon está preso em uma cela e não tem acesso às áreas abertas do Batalhão de Choque. Ele só pode circular nos espaços internos do próprio Centro de Custódia, que conta com uma quadra de esportes coberta e uma academia adaptada para os custodiados”, afirmou
As visitas acontecem às quartas e quintas-feiras.
Às quartas, o acesso é exclusivo para esposas ou companheiras. Já às quintas, familiares e amigos podem visitar os internos, obedecendo ao limite de dois adultos e duas crianças por custodiado.
Luiza afirmou ainda que os internos têm liberdade para desenvolver diferentes atividades durante o dia, como leitura, prática esportiva, estudos, momentos religiosos e até aprendizado musical entre os próprios custodiados.
Segundo ela, na última vez em que buscou informações sobre a ocupação da unidade, havia cerca de 62 custodiados no local, todos ligados às forças de segurança pública.
O caso envolvendo Othon segue sendo acompanhado pela Justiça e ainda não tem previsão para o julgamento.
.
O Portal Raízes também tentou contato com a assessoria do Batalhão de Choque da Polícia Militar da Bahia, em Lauro de Freitas, para obter informações oficiais e outros detalhes sobre o funcionamento do Centro de Custódia. No entanto, até a publicação desta matéria, não houve retorno.
O espaço segue aberto.
Por Rafaela Rodrigues
Foto: Arquivo pessoal
Foto do Batalhão: Metropress






















