Menos de 15 dias após ter a prisão preventiva convertida em domiciliar por decisão judicial, uma jovem de 28 anos, identificada pelas iniciais T.A., voltou a ser conduzida à Delegacia Territorial de Conceição do Coité, desta vez suspeita de furtar dinheiro e cartões pertencentes a um conhecido.
A ocorrência foi registrada por volta das 9h30 desta sexta-feira (14), nas proximidades da Rua Nossa Senhora Santana.
. Segundo informações da Polícia Militar apuradas, a filha da vítima teria acionado a guarnição e relatado o suposto furto.
Conforme o relato obtido pela jornalista Rafaela Rodrigues junto aos policiais, teriam sido subtraídos R$ 2.500 em espécie e cartões de crédito pertencentes a um homem identificado pelas iniciais J.O., que seria conhecido da suspeita.

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As partes foram encaminhadas à Delegacia Territorial. Ainda segundo a PM, durante a ocorrência foram encontrados com T.A. R$ 740 em dinheiro e os cartões que pertenciam ao homem.
Segundo apuração da jornalista Rafaela Rodrigues, a nova ocorrência chama atenção porque T.A. havia sido presa menos de 15 dias antes, também por suspeita de envolvimento em um furto registrado em Conceição do Coité.
Na ocasião, conforme informações do caso anterior, o Ministério Público havia requerido a manutenção da prisão preventiva, considerando, entre outros elementos, a suspeita de utilização de uma arma branca durante a ocorrência.
A Defensoria Pública, por sua vez, requereu a liberdade provisória, levando em consideração a condição da mulher como mãe e cuidadora de criança.
Durante a audiência de custódia, o juiz da Vara Crime de Conceição do Coité analisou a situação apresentada e conversou pessoalmente com a mulher sobre sua trajetória de vida e seu contexto familiar.
Em publicação nas redes sociais, o magistrado relatou que conhecia a mulher desde a adolescência, período em que, segundo ele, já havia registros de envolvimento dela com atos infracionais.
Atualmente adulta, ela é mãe de duas meninas.
O juiz também relatou que a mulher enfrentava uma situação de vulnerabilidade social e que havia necessidade de acompanhamento por serviços da rede de assistência social e de saúde.
Prisão preventiva foi convertida em domiciliar
Segundo o relato do magistrado, diante das circunstâncias analisadas, ele decidiu posteriormente revogar a prisão preventiva e convertê-la em prisão domiciliar.
A decisão permitiu que a mulher deixasse a residência para trabalhar e para buscar serviços sociais e de saúde.
Antes da decisão, o juiz também havia orientado que ela procurasse a Secretaria de Assistência Social para receber assistência e que buscasse atendimento no CAPS para atualização do acompanhamento.
Ao comentar o caso, o magistrado afirmou que situações como essa demonstram, em sua avaliação, que a simples privação de liberdade nem sempre é suficiente para enfrentar as causas que levam determinadas pessoas à prática de crimes.
“Melhor seria cuidar dessas pessoas”, afirmou o juiz na publicação.
Confira a publicação no Instagram
O magistrado também informou que não divulgaria o nome da mulher nem de suas filhas para preservar a intimidade e a vida privada da família.
Investigação
A jovem também aparece em registros anteriores como suspeita de envolvimento em outros furtos registrados no município, inclusive em uma ocorrência na qual teria sido mencionada a utilização de arma branca. A eventual participação dela nesses episódios deverá ser apurada pelas autoridades competentes.
A nova ocorrência será investigada pela Polícia Civil.
Até o momento, T.A. deve ser tratada como investigada e suspeita dos fatos. A responsabilidade criminal somente poderá ser definida após a conclusão das investigações e eventual decisão judicial.
Redação
Foto: Reprodução/ Redes sociais

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