“Não podemos deixar que essas crianças conheçam um mundo distorcido”, diz comandante da PM de Retirolândia durante palestra em comemoração ao Dia do Soldado

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Mais do que falar sobre fardas, viaturas e o trabalho policial, a visita do 16º Batalhão da Polícia Militar da Bahia  às escolas de Retirolândia levou às crianças uma mensagem que vai muito além da segurança: amor, respeito, amizade e combate à violência. O 16° BPM é comandado pela tenente-coronela Maria Aparecida.

Nesta terça-feira (25), em alusão ao Dia do Soldado, comemorado em 25 de agosto, policiais do pelotão de Retirolândia, sob o comando do tenente Ferreira Santos, participaram de atividades socioeducativas com alunos da Escola Municipal Maria Madalena e da Escola Municipal Tiradentes, nos povoados de Vargem e Laginha.

Com uma linguagem simples e adequada à idade dos estudantes do Ensino Fundamental 1, os policiais conversaram sobre o papel da Polícia Militar, cidadania e, principalmente, sobre a importância de não praticar nem aceitar o bullying.

Durante as atividades, as crianças foram orientadas sobre como palavras, apelidos, brincadeiras e agressões podem machucar profundamente um colega. Também receberam a orientação de procurar professores, familiares e a direção da escola sempre que presenciarem ou forem vítimas de situações de violência.

“Não podemos deixar que essas crianças conheçam um mundo distorcido”

Em um dos momentos mais marcantes da atividade, o comandante falou sobre a responsabilidade de contribuir para a formação das crianças e destacou que a sociedade precisa apresentar a elas valores capazes de enfrentar a violência.

“Eu me sinto muito realizado em poder estar contribuindo de maneira positiva para a formação dessas crianças. A gente lá fora já tem problemas demais para enfrentar, e não podemos deixar que essas crianças, que estão chegando agora para conhecer o mundo, conheçam um mundo distorcido”, afirmou.

Segundo o comandante, é necessário ensinar desde cedo que a violência não deve fazer parte das relações entre as pessoas.

“A gente tem que colocar na cabeça dessas crianças que existe o amor, existe o respeito. Não podemos dizer para um amiguinho palavras negativas que coloquem ele para baixo, nem permitir que crianças fiquem agredindo umas às outras”, destacou.

Ele também lembrou que alguns comportamentos podem ser reflexo de situações vivenciadas dentro de casa e reforçou a importância de trabalhar a educação e o diálogo desde os primeiros anos.

A proposta também foi aproximar os estudantes dos policiais e mostrar que, diante de uma situação de perigo ou violência, o policial pode ser um aliado.

Redação

Foto: PM

 

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