Coité: Com medo de novas agressões, professor aposentado usa lanterna para simular arma e afastar ex-aluno que o agrediu; ele afirma ter pedido ajuda à PM, mas não teve retorno

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O professor  Osvanilson Moraes, de 62 anos, que se aposentou no ano passado após anos de atuação em sala de aula, afirma estar vivendo momentos de medo e insegurança após, segundo ele, passar a ser alvo de constantes ameaças e agressões atribuídas a um adolescente de 17 anos, que teria sido seu aluno em uma escola do distrito de Juazeirinho, em Conceição do Coité, na região sisaleira da Bahia.

 

Somente na última sexta-feira (27), de acordo com o relato do professor, ele teria sido agredido com um soco pelo adolescente, cuja identidade será preservada por se tratar de menor de idade.

Veja também: Homem relata ter sido agredido por adolescente em Juazeirinho, zona rural de Conceição do Coité

Em entrevista à jornalista Rafaela Rodrigues, Osvanilson contou que acredita que a suposta motivação para a perseguição esteja relacionada ao período em que o adolescente frequentava a escola.

O professor afirma que possui, inclusive, um registro feito no diário de classe durante o período em que lecionava na Escola Bért​​ila Araújo Cedraz, antiga Escola Municipal Rio Branco, localizada no distrito de Juazeirinho. Segundo ele, o documento registra uma ocorrência de agressão física envolvendo um aluno dentro da sala de aula, em uma situação que teria ocorrido enquanto ele estava lecionando.

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De acordo com Osvanilson, situações consideradas inadequadas envolvendo o adolescente eram registradas no caderno de anotações da unidade de ensino. Ele acredita que esses registros possam estar relacionados à suposta revolta do jovem contra ele.

“Eu acredito que essa raiva é decorrente desse fato que aconteceu, pois tenho anos que moro no distrito e nunca tive problema com ninguém”, relatou.

Ainda segundo Osvanilson, diversas ligações teriam sido feitas às autoridades neste domingo (30), na tentativa de buscar ajuda e impedir que novas agressões aconteçam. Até o momento da entrevista, porém, segundo ele, não havia recebido retorno.

Diante do temor de que a situação pudesse se agravar, o professor contou que chegou a utilizar uma lanterna para simular que estaria portando uma arma, na tentativa de assustar o adolescente e fazê-lo deixar o local. A atitude, segundo ele, foi tomada exclusivamente como forma de defesa e para evitar uma nova aproximação.

“Eu estou desesperado e só quero uma solução, pois sei que me dou bem com toda a comunidade e esse rapaz tem tirado a minha paz”, desabafou.

Durante a entrevista com a jornalista Rafaela Rodrigues, Osvanilson demonstrou estar bastante abalado com a situação. Enquanto conversava com a reportagem, ele teria apresentado alteração na pressão arterial.

Após a aferição, a entrevista precisou ser interrompida para que ele pudesse se recompor.

O professor aposentado afirma estar preocupado com a possibilidade de que as ameaças e agressões evoluam para uma situação ainda mais grave. Ele pede providências às autoridades e espera que o caso seja solucionado antes que alguém seja gravemente ferido.

A reportagem busca contato com as autoridades responsáveis para obter informações sobre as denúncias apresentadas pelo professor e saber quais providências poderão ser adotadas. O espaço permanece aberto para manifestação das partes citadas.

 

Redação

Foto: Ilustração/

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