OPINIÃO – Com o grande número de ocorrências que chegam diariamente à Polícia Militar e aos órgãos essenciais de segurança, ainda há muita gente que não compreende a gravidade de passar trote. Isso vai muito além de simplesmente “responder por um crime”: envolve respeito, humanidade e empatia com profissionais que arriscam a vida para proteger a população.

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Seja por meio do telefone direto da Cicom ou até mesmo pelo contato do telefone funcional da unidade policial, os trotes continuam sendo uma prática irresponsável e perigosa.
No ano passado, por exemplo, o Portal Raízes fez um levantamento e constatou que, somente entre janeiro e abril, foram registrados cerca de 2 mil trotes na região sisaleira, um número alarmante que revela a falta de consciência de parte de algumas pessoas.
Relembre aqui- Região sisaleira enfrenta onda de trotes ao 190; PM registra mais de 2 mil casos entre janeiro e abril deste ano
E por que tocar neste assunto? Nesta quarta-feira, 11 de fevereiro, em Conceição do Coité, ocorreu um episódio ainda mais revoltante.

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Alguém acionou a guarnição informando que uma mulher estava sendo agredida, um tema extremamente sensível.. No cumprimento do dever, os policiais se deslocaram rapidamente ao local. No entanto, ao chegarem, perceberam que a situação não procedia: a rua indicada sequer existia, não havia número de residência e, ao questionarem moradores da região, ninguém conhecia a pessoa mencionada na denúncia. Diante disso, ficou constatado que se tratava de mais um trote criminoso.
É preciso deixar claro: passar trote é crime. Além disso, esse tipo de atitude pode custar vidas, pois, enquanto a polícia atende a uma falsa ocorrência, uma pessoa que realmente precisa de socorro pode ficar desassistida.
A sociedade precisa se conscientizar de que a Polícia Militar faz seu trabalho com seriedade, dedicação e risco pessoal. Ainda assim, muitos insistem em atrapalhar o serviço público acionando equipes por motivos falsos ou irresponsáveis, inclusive em situações delicadas como violência contra a mulher, acidentes graves e ameaças à vida.

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Vamos colocar a mão na consciência! Mais do que punir, é necessário educar e sensibilizar: segurança pública não é brincadeira, e respeito aos serviços essenciais é um dever de todos.
Por Rafaela Rodrigues



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