Acusados de matar homem em São Domingos por R$ 2 mil a mando de traficante são absolvidos em Valente por insuficiência de provas

Dois acusados de assassinar o homem identificado como Mauro Sérgio Saturnino, de 43 anos, conhecido como “Serginho”, morto a tiros no dia 17 de janeiro de 2025, enquanto trabalhava em um lava-jato localizado na Rua Tupy, em São Domingos, foram a júri popular nesta quinta-feira (19), no Fórum de Valente, na região sisaleira.

Vítima

Segundo a denúncia do Ministério Público, obtida pela jornalista Rafaela Rodrigues, o crime foi classificado como homicídio qualificado por paga ou promessa de recompensa, ou seja, teria sido motivado por ordens de um traficante e executado mediante promessa de pagamento de R$ 2.000.

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À época, a vítima foi abordada por dois homens em uma motocicleta preta e executada em plena luz do dia, o que causou grande repercussão na região.

De acordo com o processo obtido pela jornalista do Portal Raízes, Ivan da Silva Almeida teria supostamente confessado à Polícia Militar que utilizou uma motocicleta emprestada para levar o atirador até o local do crime. Eles foram presos em flagrante e ficaram durante um ano e meio custodiados até o julgamento.

As investigações apontam que Jackson Xavier Tolentino foi o suposto responsável pelos disparos que mataram a vítima.

Desfecho do júri

Conforme informações apuradas pela jornalista Rafaela Rodrigues, os dois réus foram inocentados por insuficiência de provas.

A decisão do júri foi tomada por maioria de votos. Com quatro votos favoráveis à absolvição, o veredito é automaticamente definido, conforme prevê o Tribunal do Júri, não sendo necessária a divulgação da totalidade dos votos.

O advogado de defesa de Ivan, Wagner Francesco, afirmou que a decisão respeita a soberania do júri popular e reforça que a absolvição ocorreu diante da fragilidade do conjunto probatório apresentado.

Advogado de Ivan, Wagner Francesco

“A Justiça foi feita, pois eles estavam presos há um ano e três meses sem culpa, e hoje ficou comprovado que foi um erro do Estado. Portanto, conseguimos provar que eles não estavam envolvidos no crime”, falou Wagner em entrevista a jornalista Rafaela Rodrigues.

A reportagem tentou contato com familiares da vítima para comentar a decisão, mas, até o momento, não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.

Advogado de defesa!

Wagner Francesco, advogado coiteense, é conhecido pela atuação em causas criminais e pelo alto índice de êxito em defesas no Tribunal do Júri. Com a recente aprovação para o cargo de professor de Filosofia no IFBA de Juazeiro, ele deve reduzir ou até encerrar sua atuação na advocacia para se dedicar integralmente à carreira acadêmica.

Redação

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