Após reclamações da população, Embasa reconhece transtornos e explica obras de esgotamento em Conceição do Coité

Após diversas reclamações de moradores de Conceição do Coité sobre transtornos causados por obras da Embasa, a jornalista Rafaela Rodrigues fez alguns questionamentos à empresa. As intervenções têm gerado dúvidas e reclamações da população devido a situações como ruas interditadas, retirada de calçamento, acúmulo de areia e entulho nas vias, além da preocupação com possíveis acidentes.

Em resposta ao Portal Raízes, a Embasa enviou uma nota esclarecendo os serviços que estão sendo realizados no município.

Segundo a empresa, as obras fazem parte da implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário de Conceição do Coité. Nesta primeira etapa, serão implantados 70 quilômetros de redes coletoras de esgoto, contemplando os bairros Alto da Colina, Barreiros, Centro, Cruzeiro, Madureira, Marajoara, Nova Esperança, Olhos D’água, Pampulha, Quadra, Sonho Meu, Vila Real, Vila Rica e Vila Toide.

De acordo com a Embasa, o investimento total é de R$ 61 milhões, com recursos da própria empresa e do Governo Federal, por meio do FGTS/Selesan. A expectativa é que cerca de 23 mil moradores sejam beneficiados inicialmente com o serviço de esgotamento sanitário.

Atualmente, quatro frentes de trabalho atuam na implantação das redes. Conforme a empresa, 8,2 quilômetros de redes coletoras já foram executados, além da instalação de mais de 570 ramais prediais.

Também está em construção uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) na Estrada da Goiabeira, com capacidade para tratar até 70 litros de esgoto por segundo. O sistema contará ainda com uma estação elevatória de esgoto, 2,5 quilômetros de linhas de recalque e cerca de 40 quilômetros de ramais prediais.

Transtornos durante as obras

A Embasa reconhece que, durante a execução dos serviços, são necessárias escavações, abertura de valas, retirada parcial do pavimento e interdição temporária de vias, o que pode causar transtornos momentâneos à população.

A empresa explicou ainda que, em alguns casos, redes de abastecimento de água ou drenagem pluvial podem ser atingidas durante a movimentação de máquinas pesadas, como retroescavadeiras. Quando isso ocorre, a Embasa afirma que cobra da empresa contratada o reparo imediato das estruturas afetadas.

Sobre a recomposição das ruas, a empresa informou que o serviço só pode ser realizado após a secagem e compactação completa do solo. As chuvas recentes registradas no município também têm provocado atrasos no processo de recuperação do pavimento.

Canal para reclamações

De acordo com a Embasa, uma equipe social da empresa contratada está realizando reuniões e visitas aos moradores das áreas afetadas para esclarecer dúvidas e informar sobre o andamento das obras.

Moradores que desejarem registrar reclamações ou obter informações sobre os serviços podem entrar em contato diretamente pelo número: (71) 99634-8477

Redação

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