Nem mesmo dentro de uma unidade de saúde, onde profissionais atuam diariamente para prestar assistência à população, situações de desrespeito e conflitos deixam de acontecer.
Na noite desta quarta-feira (17), uma médica plantonista da Unidade Materno Infantil de Conceição do Coité acionou a Polícia Militar após relatar ter sido vítima de ameaças, desacato e injúrias durante o atendimento a uma criança de 5 anos.
De acordo com informações registradas pela PM e obtidas pela jornalista Rafaela Rodrigues, a ocorrência foi atendida por uma guarnição por volta das 20h58, na Avenida Presidente Costa e Silva, no bairro Vila Real.
Segundo relato da médica aos policiais, a criança deu entrada na unidade apresentando quadro de vômitos. Após avaliação clínica, a profissional constatou sinais de desidratação e indicou a realização de acesso venoso para administração de medicação.
Ainda conforme a médica, o pai da criança não concordou com a conduta adotada e passou a proferir ameaças e ofensas verbais. A profissional relatou à polícia que o homem afirmou que ela “estava em solo baiano” e a acusou de racismo, dizendo ainda que deveria “respeitar a cor dele, porque ela era branquela”.
De acordo com apuração da jornalista Rafaela Rodrigues, do Portal Raízes, as declarações atribuídas do homem possivelmente faziam referência à origem da médica, que é natural de Salgueiro, no estado de Pernambuco. No entanto, a motivação exata das falas deverá ser esclarecida pelas autoridades durante eventual investigação.
A médica informou ainda que o acompanhante interrompeu o procedimento em andamento e retirou a criança da unidade sem autorização, impossibilitando a conclusão do atendimento e da medicação prescrita.
A Polícia Militar realizou diligências nas proximidades da unidade hospitalar, mas o suspeito não foi localizado. A profissional foi orientada a registrar um boletim de ocorrência na Delegacia Territorial de Conceição do Coité.
Ele pode responder por ameaça; injúria, em razão das ofensas relatadas, desacato, além de eventual apuração relacionada à interrupção do atendimento médico e à retirada da criança antes da conclusão do tratamento recomendado.
A definição dos crimes e eventual responsabilização dependerão da investigação policial e da análise das autoridades competentes.
Fontes ouvidas pelo Portal Raízes relataram que a médica ficou bastante abalada e nervosa após o episódio. Apesar da situação, ela optou por permanecer na unidade e dar continuidade ao plantão, considerando que outros pacientes aguardavam atendimento e necessitavam de assistência médica.
A reportagem do Portal Raízes procurou a médica citada na ocorrência para obter um posicionamento e mais detalhes sobre o caso. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação da profissional.
O Portal Raízes também deixa espaço aberto para que o homem citado na ocorrência, ou sua defesa, apresente sua versão dos fatos e eventuais esclarecimentos sobre o episódio.
Redação
Foto: Reprodução/prefeitura





























