Movimentação do CODETER em Serra Preta afronta prefeito recém-chegado à base do governador às vésperas da eleição

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Tentativa de reabrir discussão sobre mudança territorial levanta suspeitas e coloca Governo do Estado diante de perguntas incômodas

 

Serra Preta vive mais um capítulo de uma disputa que deixou de ser apenas territorial e passou a levantar questionamentos políticos.

 

O município, que deixou o Consórcio Bacia do Jacuípe e passou a se articular com o Consórcio Portal do Sertão, realizou audiência pública para discutir a mudança, com participação do poder público, entidades civis e representantes do Portal do Sertão. O processo seguiu os trâmites legais e a migração foi aprovada.

 

O que chama atenção é a ausência do CODETER. A reunião, inclusive, teria tido sua data alterada para possibilitar a participação do presidente Elias, que, mesmo assim, não compareceu, alegando problemas de saúde. Agora, setores ligados ao CODETER e militantes políticos estariam tentando promover uma nova audiência para questionar ou invalidar a decisão anterior.

 

A pergunta é: por quê?

 

A própria SEPLAN, quando da organização dos Territórios de Identidade, teria indicado Serra Preta para o Portal do Sertão, justamente por sua localização entre os dois territórios e pelas características semelhantes a ambos. Mesmo assim, por articulações políticas da época, o município permaneceu na Bacia do Jacuípe.

 

Agora, justamente quando o prefeito Franklin Leite se aproxima da base do governador Jerônimo Rodrigues, surge uma movimentação para reabrir o debate.

 

Coincidência?

 

Outro ponto que precisa ser esclarecido envolve o Colégio Estadual de Tempo Integral Renato Medeiros Neto. Informações que circulam entre servidores dão conta de que estaria sendo espalhado o temor de que uma eventual mudança territorial poderia provocar perda de cargos.

 

Existe alguma determinação oficial do Governo do Estado nesse sentido?

 

Se não existe, quem está espalhando essa informação e com qual finalidade?

 

Também chama atenção a proximidade política de alguns dos envolvidos com estruturas ligadas ao território da Bacia do Jacuípe. Por isso, cresce entre aliados do prefeito a percepção de que a discussão pode estar sendo utilizada para preservar espaços de influência e, ao mesmo tempo, criar desgaste político para Franklin Leite justamente após sua aproximação com o grupo do governador.

 

Serra Preta não pode ser transformada em palco de uma disputa política silenciosa.

 

Se existem irregularidades na primeira audiência, que sejam apresentadas documentalmente.

 

Se a permanência na Bacia do Jacuípe é melhor para Serra Preta, que sejam apresentados os argumentos técnicos.

 

Mas, se a tentativa de reabrir o processo tiver motivação política, a população também merece saber.

 

E o Governo do Estado precisa responder:

 

A audiência realizada foi válida? A migração foi aprovada regularmente? Existe alguma ordem para refazer o processo? E existe, de fato, algum risco de servidores perderem seus cargos?

 

As respostas podem revelar se estamos diante de uma simples discussão administrativa ou de mais um capítulo da disputa pelo poder político em Serra Preta às vésperas de uma eleição decisiva.

 

Informações e foto: Ascom

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