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Policial que matou a companheira e tirou a própria vida já havia comprado alianças e planejava pedi-la em casamento nesta terça-feira (02) no aniversário dela, segundo testemunhas.

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CORREÇÃO: Inicialmente colocamos que a entrega das alianças seria no aniversário da filha porém, nesta terça-feira (02), seria aniversário da própria vítima

 

Após atirar contra a própria companheira, Deisiane de Oliveira Silva, de 34 anos, natural de Teofilândia, e tirar a própria vida na madrugada deste domimgo (31),  o policial civil Jeferson de Araújo Costa, natural de Feira de Santana e lotado na Delegacia Territorial de Araci, deixou familiares, amigos e colegas de trabalho em estado de choque.

Veja também: Policial civil e mulher morrem após disparos de arma de fogo em Araci

 

A jornalista Rafaela Rodrigues apurou, junto a fontes ligadas ao casal e à própria polícia, que Jeferson havia sido casado anteriormente com uma mulher de Feira de Santana. No entanto, ao iniciar o relacionamento com Deisiane, os trâmites formais de separação ainda não haviam sido concluídos.

 

 

Segundo as informações obtidas pela reportagem, um dos maiores sonhos de Deisiane era oficializar a união no civil.

 

Entretanto, a situação documental de Jeferson impedia que o casamento fosse realizado naquele momento.

 

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“O desejo dela era casar no papel, e ela insistia muito nisso. Mas ele dizia que ainda precisava resolver a situação no cartório, porque continuava legalmente casado com a ex-esposa”, relatou uma fonte que pediu para não ser identificada.

 

 

Ainda conforme a apuração, Deisiane estava bastante feliz nos últimos dias, pois havia tomado conhecimento de que Jeferson finalmente estava dando entrada nos procedimentos necessários para formalizar a separação.

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Com o casamento cada vez mais próximo, Jeferson e a enteada, de 15 anos, teriam ido juntos comprar as alianças. A intenção, segundo pessoas próximas, era pedir Deisiane em casamento no próximo dia 2 de junho, durante a comemoração do aniversário  dela.

 

 

Outro detalhe revelado por fontes ouvidas pela reportagem é que Jeferson realizava tratamento psiquiátrico e, há cerca de sete anos, teria tentado tirar a própria vida.

 

 

Na noite deste sábado (30), testemunhas relataram à polícia que o investigador estava consumindo bebida alcoólica em um restaurante. Segundo os relatos, ele chegou a comentar com um amigo que as alianças já estavam no carro e demonstrava grande expectativa para o pedido de casamento que faria nos próximos dias.

 

 

Pouco depois, quando Deisiane chegou ao local, Jeferson tentou abraçá-la. Em tom de brincadeira, ela teria respondido:

 

“Não quero abraçar bêbado, não.”

 

Ainda segundo testemunhas, ele reagiu dizendo que mataria a companheira e, em seguida, tiraria a própria vida caso ela continuasse falando daquela forma.

 

 

Um amigo que estava próximo teria respondido, também em tom de descontração:

 

“Mata nada. Pare com essas brincadeiras.”

 

Momentos depois, porém, Jeferson sacou a arma de fogo e efetuou os disparos contra Deisiane.

 

Relatos apontam ainda que, quando a filha da vítima chegou à porta do restaurante e presenciou a cena, o policial apenas olhou para a adolescente antes de atirar contra si mesmo, deixando a jovem em estado de choque.

 

 

O caso causou grande comoção em Araci e em toda a região. Colegas de trabalho afirmam que Jeferson era considerado um profissional respeitado e dedicado, com quase 30 anos de atuação na Polícia Civil.

 

 

A tragédia ganha contornos ainda mais dolorosos diante de outra informação apurada pela jornalista Rafaela Rodrigues: Deisiane trabalhava na limpeza da residência do delegado responsável pelas investigações do caso, circunstância que aumentou o impacto emocional da ocorrência entre os profissionais da segurança pública do município.

 

 

As circunstâncias do caso seguem sendo investigadas pelas autoridades competentes.

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