Você sabia? Enquanto o mundo assistia ao 11 de Setembro, Coité dava nova identidade à sua tradicional exposição

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Na manhã de terça-feira, 11 de setembro de 2001, o mundo parou diante das imagens de dois aviões atingindo as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York. A milhares de quilômetros dos Estados Unidos, moradores de Conceição do Coité, na região sisaleira da Bahia, acompanhavam pela televisão e pelo rádio um acontecimento que entraria para a história.

Vinte e cinco anos depois, registros públicos, jornais e pesquisas acadêmicas ajudam a revelar também o que acontecia em Coité naquele período.

 

O ano de 2001 guarda um capítulo importante da história do município: foi quando a tradicional exposição agropecuária passou por uma reformulação e ganhou o nome pelo qual se tornaria conhecida nas décadas seguintes, Expo Coité.

 

A exposição já existia desde a década de 1980. Segundo registros da Prefeitura de Conceição do Coité, o evento surgiu quando Hamilton Rios era prefeito. Em 2001, durante a administração de Tom Araújo, recebeu nova nomenclatura, passou a se chamar Expo Coité e ganhou uma estrutura maior.

 

A reformulação marcou uma nova fase do evento, que nos anos seguintes ampliou sua projeção, alcançando diferentes regiões da Bahia e também outros estados do Nordeste.

 

A criação de caprinos e ovinos tornou-se uma das principais marcas da exposição, reunindo produtores, criadores e animais selecionados, além de funcionar como espaço de negócios e de valorização da atividade agropecuária do município e da região sisaleira.

 

Registros históricos preservados pelo jornal

 

O Sertão de Mário Silva ajudam a mostrar como funcionavam as antigas exposições de Conceição do Coité.

 

Uma das fotografias mantidas no arquivo do periódico mostra Hamilton Rios e Agnaldo Gomes, conhecido como Guina, ao lado de outras pessoas durante uma antiga edição da exposição. Outra imagem mostra Tom Araújo participando da entrega de premiação a um criador, diante de troféus e animais expostos.

As imagens revelam a importância que os julgamentos e premiações dos animais já possuíam na programação, com criadores sendo reconhecidos pela qualidade dos rebanhos apresentados.

 

Aquela mesma semana também foi marcada por movimentações em outros setores do município.

 

Em 6 de setembro de 2001, apenas cinco dias antes dos atentados nos Estados Unidos, segundo pesquisa da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), baseada em publicação jornalística da época, foi realizada uma passeata pelas ruas de Conceição do Coité. O evento terminou no Centro Cultural, onde ocorreu uma solenidade relacionada à implantação do Programa Saúde da Família no município.

Naquele período, a forma de acompanhar as notícias era bastante diferente. WhatsApp, Instagram e smartphones ainda não existiam. Rádio, televisão e jornais impressos tinham papel central na circulação das informações.

 

O jornal O Sertão fazia parte dessa história da comunicação local e registrava acontecimentos políticos, administrativos, sociais e culturais do município. Parte desse acervo permanece preservada e ajuda hoje a reconstruir momentos da história coiteense.

 

Assim, enquanto televisores em casas, estabelecimentos comerciais e repartições de Conceição do Coité mostravam as imagens dos ataques nos Estados Unidos, a cidade também vivia um período de mudanças próprias.

 

Em 2001, uma tradicional exposição agropecuária ganhou nova identidade, estrutura ampliada e o nome Expo Coité, denominação que atravessaria as décadas e se tornaria parte da história cultural e econômica do município.

A história continua. Em 2026, a Expo Coité será realizada de 22 a 27 de setembro, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações e que começou décadas antes de receber o nome pelo qual é conhecida atualmente.

 

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Redação com informações do arquivo/Conceição do Coité

Foto: Arquivo Jornal O Sertão

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