Ele é o cara! Saiba quanto custou para coiteense famoso nas redes sociais levar câmeras à estratosfera

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O coiteense Alexsandro Mota, de 27 anos, conhecido pelo trabalho à frente do canal Mistérios do Espaço, que já ultrapassa 1 milhão de inscritos no YouTube, conquistou mais uma marca importante em sua trajetória.

Nesta semana, ele voltou a realizar um experimento com um balão estratosférico (um balão gigante, geralmente preenchido com hélio, usado para levar equipamentos a altitudes muito elevadas) e conseguiu levar uma sonda a pouco mais de 33 quilômetros de altitude, registrando imagens impressionantes da Terra.

A missão teve como ponto de lançamento Conceição do Coité, na região sisaleira da Bahia, e a sonda posteriormente retornou à superfície, pousando nas imediações de Serrinha, a aproximadamente 12 quilômetros em linha reta do local de lançamento.

Em conversa com a jornalista Rafaela Rodrigues, do Portal Raízes, Alex contou detalhes da experiência, explicou como o projeto foi realizado, revelou os desafios enfrentados pela equipe e também quanto custou a missão.

Sonho começou há mais de dez anos

Segundo Alexsandro, a ideia de realizar um experimento desse tipo surgiu por volta de 2015, quando ele começou a acompanhar projetos que utilizavam balões para alcançar grandes altitudes e registrar imagens da Terra.

“Eu ficava fascinado vendo aquilo e sempre tive vontade de fazer algo parecido. Com o crescimento do Mistérios do Espaço, percebi que poderia transformar aquele sonho em um projeto real”, contou.

Entre 2019 e 2021, ele começou a desenvolver o projeto NAUS e contou com o apoio dos próprios inscritos do canal. Por meio de financiamento coletivo, foram arrecadados mais de R$ 5 mil, possibilitando o primeiro lançamento, realizado em 13 de fevereiro de 2021.

Na ocasião, a missão chegou a 32,4 quilômetros de altitude.

Cinco anos depois, Alexsandro decidiu voltar à atmosfera, desta vez com equipamentos mais modernos e uma missão ainda mais completa.

Câmera 360° e temperatura de quase 50 graus negativos

De acordo com Alex, o funcionamento da missão é relativamente simples, mas envolve uma série de cuidados. Um balão estratosférico preenchido com hélio transporta a sonda equipada com câmeras e instrumentos.

Conforme o balão sobe, a pressão atmosférica diminui e o hélio se expande, fazendo o balão aumentar de tamanho até se romper. Depois disso, a sonda inicia a descida utilizando um paraquedas.

Na missão de 2026, foram utilizadas três câmeras, incluindo uma câmera 360°, capaz de registrar simultaneamente todas as direções durante o voo.

Também foi instalado um termômetro, que registrou uma temperatura mínima de −49,7 °C.

Além dos equipamentos, a equipe levou um pequeno pé de mandacaru, representando o Nordeste e fazendo parte de um experimento envolvendo a exposição de um organismo vivo às condições encontradas durante o voo.

A missão durou aproximadamente 2 horas e 1 minuto.

Quanto custou a experiência?

Uma das informações reveladas por Alexsandro à jornalista Rafaela Rodrigues foi o investimento necessário para colocar o projeto no ar.

Segundo ele, a missão de 2026 custou aproximadamente R$ 20 mil.

Desse total, cerca de R$ 12 mil foram arrecadados por meio de financiamento coletivo  com a participação de mais de 100 apoiadores. O restante foi complementado para que a missão pudesse ser realizada.

“Foi um projeto bem maior do que o de 2021, tanto em investimento quanto em equipamentos e qualidade dos registros”, explicou Alexsandro.

 

O maior medo era perder a sonda

Apesar de todo o planejamento e dos testes realizados antes do lançamento, havia riscos durante a missão.

Alexsandro revelou que o principal receio era não conseguir recuperar o equipamento.

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“O maior medo era perder a sonda, seja por falha no GPS ou por ela cair em um local de difícil acesso”, explicou.

Ele também destacou o temor de que as câmeras não funcionassem corretamente depois de todo o investimento e preparação.

“Fizemos muitos testes, mas sempre havia essa expectativa”, afirmou.

Outro momento considerado crítico foi o próprio enchimento e lançamento do balão.

“Qualquer problema ali poderia comprometer toda a missão”, disse.

Emoção após o sucesso

Mais do que os números, a missão representou a realização de um sonho que começou anos atrás e foi crescendo junto com o Mistérios do Espaço.

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No vídeo que registra a experiência, Alexsandro demonstra muita felicidade ao perceber que a missão foi concluída com êxito. A emoção toma conta do coiteense, que chega a chorar diante do resultado alcançado.

O momento traduz a importância da experiência para o jovem que começou acompanhando imagens de balões estratosféricos e, anos depois, conseguiu colocar o próprio projeto no céu, partindo de Conceição do Coité e alcançando a estratosfera.

A missão também marcou uma celebração especial: além do retorno à atmosfera cinco anos depois do primeiro lançamento, o experimento coincidiu com a chegada do Mistérios do Espaço à marca de 1 milhão de inscritos no YouTube

 

Redação

Foto: Arquivo pessoal

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