“Pelo amor de Deus, me ajudem”: após acidente, jovem coiteense completa 11 dias internada e teme perder a perna à espera de regulação

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Mais uma coiteense, entre tantos pacientes que necessitam de cuidados especializados, enfrenta a angustiante luta por uma regulação para conseguir realizar um procedimento cirúrgico.

 

Desta vez, quem vive a dor da espera é Estephany, uma jovem de apenas 26 anos, casada e mãe de uma menina de 4 anos.

Internada no Hospital Português, em Conceição do Coité, desde o dia 26 de junho, a vida de Estephany mudou completamente enquanto aguarda uma vaga para realizar a cirurgia de que necessita após sofrer um  acidente de moto.

 

Nesta terça-feira (07), ela completa 11 dias em uma cama, sem conseguir andar e dependendo de outras pessoas até mesmo para movimentar a própria perna.

Os exames apontaram fraturas na tíbia, na patela e na fíbula. Desde então, a rotina da jovem se resume à dor, à imobilidade e à espera por uma vaga para o atendimento especializado.

 

“São dias nessa cama, com uma perna enrolada e com o coração aflito”, lamentou a jovem em conversa com a jornalista Rafaela Rodrigues.

Mesmo recebendo medicamentos administrados pela equipe médica, Estephany relata dores fortes e muito desconforto. Qualquer tentativa de mudar de posição provoca sofrimento.

 

“Eu não consigo mover minha perna. Se alguém não pegar e movimentar, ela fica na mesma posição. Cada movimento dói muito”, desabafou.

 

A espera também tem afetado seu sono e sua alimentação. Em meio à dor, ao medo e à ansiedade, Estephany conta que perdeu até mesmo a vontade de comer.

 

“Não durmo direito. Comer já não me alimenta, não importa o que tragam para eu comer”, relatou.

 

Diante das graves fraturas e da demora para conseguir o procedimento especializado, um medo passou a aumentar ainda mais sua angústia: o de perder a perna.

 

“Peço, pelo amor de Deus, que quem puder me ajudar, ajude. O número da minha regulação é 4948512. Estou com muito medo de perder minha perna por falta da cirurgia”, apelou.

 

Mesmo diante de tudo isso, Estephany se agarra à fé de que conseguirá sair dessa situação, realizar o procedimento e voltar para casa.

 

O ACIDENTE

 

O acidente aconteceu no Coitezinho, no contorno que dá acesso aos fundos do bairro Cidade Jardim e à pista, por meio de um desvio.

Estephany havia acabado de sair do trabalho e seguia para casa, onde iria almoçar com a cunhada. As duas estavam em uma motocicleta Honda Biz quando, ao fazer uma curva em frente a um curral, o veículo derrapou.

 

A moto caiu sobre a perna direita de Estephany.

 

Sem conseguir se levantar ou sequer movimentar a perna, a jovem permaneceu no local por aproximadamente uma hora. O cenário tornou aquele momento ainda mais doloroso: chuviscava, fazia muito frio e Estephany ficou deitada na lama, sem conseguir sair do lugar.

 

“Eu não conseguia me mover de forma nenhuma. Não conseguia mexer a perna nem dobrar o joelho”, contou.

 

Apesar da gravidade da queda, Estephany e a cunhada não sofreram raladuras ou outros ferimentos aparentes. O impacto, porém, atingiu justamente a perna sobre a qual a motocicleta caiu.

 

A SAUDADE DA FILHA

 

 

Além da dor física e da incerteza provocada pela espera, outra angústia pesa profundamente: a distância da filha de apenas 4 anos.

 

Enquanto aguarda uma vaga, Estephany conta as horas para conseguir realizar a cirurgia, iniciar a recuperação e voltar para casa. Seu maior desejo é simples: rever a filha e abraçar novamente as pessoas que têm se mobilizado para ajudá-la.

 

“Eu só quero a regulação para fazer minha cirurgia, voltar para minha casa, ver minha filha e todos que estão me ajudando bastante neste momento difícil.”

 

Para Estephany, cada hora de espera representa mais uma hora de dor, imobilidade, incerteza, medo e saudade.

 

Aos 26 anos, ela não pede luxo nem privilégio. Pede a oportunidade de receber o atendimento especializado de que necessita. Pede para realizar sua cirurgia e vencer o medo que a acompanha durante essa espera.

 

Acima de tudo, pede para voltar para casa e para os braços da filha de apenas 4 anos.

 

Regulação: código 4948512.

 

Redação

Fotos: Arquivo Pessoal

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