A busca por atividade física ganhou força nos últimos anos e deixou as academias cada vez mais movimentadas, principalmente nos horários de pico. Em algumas unidades de Salvador, conseguir completar o treino exige o chamado “revezamento” entre os usuários, prática em que duas ou mais pessoas alternam o uso do mesmo equipamento durante os intervalos das séries. Para alguns alunos, porém, a dificuldade de acesso aos aparelhos e situações envolvendo personal trainers externos têm se tornado um fator de desânimo e até de afastamento das academias.
Uma fonte ouvida pelo Portal Esfera, parceiro do Portal Raízes que preferiu não se identificar, denunciou que alguns personal trainers externos “reservam os aparelhos” para alunos que contratam seus serviços e tratam com desdém outros usuários que precisam utilizar o equipamento. Segundo o relato, há profissionais que também adotam uma postura de “dono da academia”.

A estudante de enfermagem Maria Luisa, 21, relatou ter enfrentado uma situação semelhante. Segundo ela, um personal “reservou” o leg press por aproximadamente 30 minutos e, ao ser questionado, afirmou que a cliente recebia um acompanhamento “especial” e precisava utilizar aquele aparelho. A aluna disse ter procurado o gerente da unidade, mas não recebeu retorno até o momento.
Professor de Educação Física, Thiago Casales explicou que os equipamentos são de livre acesso aos personal trainers, mas não existe prioridade de uso. “Não pode haver reserva de equipamentos nos descansos entre as séries”, afirmou. Para ele, uma comunicação mais clara entre alunos e profissionais pode evitar conflitos. “De uma forma geral, não existe conflito pelo uso de equipamentos, mas geralmente evitam utilizar quando tem algum personal”, disse.

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O Portal Esfera procurou as principais redes de academias de Salvador para entender como funciona a relação entre instrutores, personal trainers externos e alunos. As regras variam entre as empresas: algumas permitem profissionais de fora mediante taxas e exigências como registro ativo no CREF, enquanto outras restringem ou proíbem a atuação externa. A reportagem também procurou o presidente do CREF13/BA, Rogério Jean Moura Gonçalves, mas não obteve retorno até a publicação.
Informações Portal Esfera
Foto: Ilustrativa/ José Cruz / Agência Brasil



















